Segundo dados do Índice Nacional de Homicídios, através de levantamento em parceria com o Núcleo de Estudos da Violência da USP e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil teve uma queda de 25% no número de assassinatos nos dois primeiros meses deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado. E Sergipe ocupa a 5ª posição, como o estado com menos homicídio registrado no período (-29,8%). A Região Nordeste ganha destaque na tabela apontando a redução mais significativa no número de mortes (34%).

No relatório estão contabilizadas as vítimas de homicídios dolosos, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte. Juntos, estes casos compõem os chamados crimes violentos letais e intencionais. Comparando os dados nacionais, no primeiro bimestre de 2018, ocorreram 9.094 crimes violentos, sendo que nos dois primeiros meses deste ano, a taxa cai para 6.856 assassinatos. Em Sergipe, os números apontam que, entre janeiro e fevereiro do ano passado, foram 198 homicídios registrados, e no primeiro bimestre de 2019, o índice reduziu para 139, com tendência de queda como prospecta o secretário de Estado da Segurança Pública.

João Eloy lembra que a tendência de redução é mostrada pela SSP desde 2017 e acredita que Sergipe alcançará números ainda melhores em 2019. “A tendência é que a taxa de homicídios continue diminuindo. Tivemos um ápice em 2016, com números que incomodaram a todos. Em uma análise do primeiro trimestre de 2019, no comparativo com 2016, nossa redução alcança 41%. São números consistentes e que mostram que estamos no caminho correto”, explicou.

Mesmo com a desmobilização da Força Nacional no Estado, por meio do trabalho integrado entre a instituição federal e as que compõem a Segurança Pública de Sergipe, os índices dos primeiros meses de 2019 comprovam que a atuação estratégica da SSP tende a manter a redução dos crimes. O secretário de Segurança Pública atribui a diminuição ao planejamento elaborado desde 2017 e à integração entre as forças policiais.

“Estudamos semanalmente o comportamento da criminalidade em Sergipe. Intensificamos a atuação dos nossos policiais nas áreas mais problemáticas, com o policiamento ostensivo e investigações com foco no tráfico de drogas e homicídios”, explicou.

Menor taxa em sete anos

A integração entre as forças policiais apontada pelo secretário de Segurança gera resultados efetivos, como o trabalho de prevenção realizado pela Polícia Militar na Grande Aracaju e interior do estado, que favorece consideravelmente a redução dos crimes violentos, notadamente os homicídios dolosos. Em 2018, segundo números da PM, foram feitas cerca de 400 mil abordagens em pessoas, veículos particulares, ônibus e táxis. No estado, foram apreendidas 1.343 armas de fogo só em 2018 – 4,5 mil nos últimos quatro anos – e cinco toneladas de drogas. Como consequência, os crimes violentos caem a cada ano em Sergipe, principalmente os homicídios e roubos.

Por conta de ações como esta, o diagnóstico dos Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs), notadamente do crime de homicídio, conclui que Sergipe fecha o primeiro trimestre de 2019 com o menor número de homicídios neste período deste 2012. É, portanto, a menor taxa em sete anos, segundo dados da Coordenadoria de Estatística e Análise Criminal (Ceacrim) da Secretaria da Segurança Pública (SSP). Vários fatores contribuíram para esta redução, dentre as quais está, também, o fortalecimento do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil.

Atualmente o DHPP conta com oito delegados, 16 agentes cartorários e 36 agentes de polícia, que atuam diretamente nas investigações, cartório e captura de presos. O departamento atua hoje em Aracaju, Nossa Senhora Socorro, Barra dos Coqueiros e São Cristóvão. A capital é dividida no âmbito administrativo operacional pela Secretaria de Segurança Pública de Sergipe em 03 (três) divisões, sendo que a 2ª divisão, além da zona norte, ainda atua no município da Barra dos Coqueiros.

Sobre os números de resolução de homicídios no ano de 2018, o DHPP enviou à Justiça 793 inquéritos policiais. A taxa anual de elucidação de homicídios contabilizada no departamento chega a casa dos 50%, bem acima da média nacional.

Fonte: ASN