Elas estão presentes no dia a dia da atuação policial e da prestação de serviços à sociedade.

Nesta segunda-feira, 8 de março, é celebrado o Dia Internacional da Mulher. A data, oficializada pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1975, é celebrada desde o início do século XX, e tem como objetivo reivindicar a igualdade de gênero, por meio da promoção de um futuro mais igualitário. Nesse dia, a Secretaria da Segurança Pública ressalta o empenho, o foco e as missões das mulheres que integram os quadros operacionais das instituições que formam a SSP – Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Polícia Civil, Coordenadoria Geral de Perícias (Cogerp) e Departamento Estadual de Trânsito (Detran).

A tenente-coronel do Corpo de Bombeiros Militar de Sergipe (CBM/SE), Maria dos Santos de Oliveira, é uma dessas mulheres que alçou voos cada vez mais altos e alcançou a missão de tornar-se integrante da força de segurança pública de resgate e salvamento da sociedade. “Eu ficava no janelão lá da minha casa e ficava sonhando: o que é que poderia ter além de Porto da Folha? Assim, viajar de avião, conhecer outro lugar, tudo que eu estudava e adorava, História e Matemática, aí eu via aquilo e eu disse ‘será que um dia eu vou conhecer tal lugar, será que um dia eu vou ver tal e isso?’”, rememorou.

Com o foco na realização de seus sonhos, ela teve todo o apoio da família para atuar na missão de militar do CBM/SE. “Eu tinha essa determinação de estudar para conhecer aquilo que eu só via nos livros. Meus pais faziam bem assim ‘se você estudar, se você se esforçar, você vai conseguir’. Até quando eu entrei no militarismo, na atividade física, disseram ‘se você quiser, se você treinar, se você fizer todo dia, você vai conseguir’. Eles queriam o melhor e o que falavam para mim, falaram para meu irmão. Então eu acho que, para eles, nós éramos iguais e que bom que foi fomentado isso. Nunca me senti diferenciada porque eu sou mulher”, contou.

A cabo da Polícia Militar Joice Andrade destacou que a atuação das mulheres vem cada vez mais ganhando destaque nas missões de garantia da segurança pública de toda a população sergipana. Elas têm ganhado destaque nas mais diversas áreas das instituições que integram a SSP. “Nós fomos ganhando espaço dentro da instituição. Aprendemos a lidar com a situação. A policial feminina se molda às situações, foi o que aconteceu com a gente. E, independente do sexo, se você é homem ou mulher, o importante é você desempenhar um bom trabalho. Você consegue fluir aqui dentro da instituição”, enfatizou.

Ela narrou que a presença feminina transforma a rotina de trabalho e potencializa a ação das unidades da Secretaria da Segurança Pública (SSP). “Nós fazemos muita diferença no lugar que a gente entra. O ambiente dentro da viatura é outro, a gente alegra o ambiente. A presença feminina alegra o ambiente dentro da viatura. As conversas tomam outro rumo, não fica só aquela conversa ‘masculinizada’, só para homem, então a gente acaba discutindo sobre vários assuntos cotidianos. Com certeza, a instituição ia ficar triste, sem a presença feminina”, descreveu a cabo Joice Andrade.

A agente administrativo do Instituto Médico Legal (IML) Joseilda Lima relembrou que já precisou dos serviços da instituição e, por entender o que as vítimas passam, mantém o compromisso de duas décadas atendendo à população que precisa do IML. “Tratar bem as pessoas que chegam aqui é uma obrigação nossa. Nós trabalhamos pra isso, pra tratar as pessoas de um modo em que, quando elas saiam daqui, saiam satisfeitas, que é o mínimo que a gente pode fazer. Fui vítima, procurei a instituição por violência doméstica. Vim fazer o exame como vítima e hoje eu sou funcionária há quase 20 anos”, recapitulou.

“Por isso, eu repito para vocês, quando chega uma pessoa dessa natureza, eu sei o que ela está passando, e o que eu puder fazer, eu faço. E é daqui que eu quero ir pra minha casa, com a certeza de uma missão cumprida, que é isso que eu faço, e não canso de repetir, e é o que eu gosto!”, complementou Joseilda Lima realçando a satisfação de atuar na missão na atender às pessoas que precisem do serviços fornecidos pelo Instituto Médico Legal (IML).

Lígia Maria Bomfim, que integra a Gerência de Serviço de Atendimento (Gersat) do Det

ran, evidenciou que, mesmo diante das situações do cotidiano e das outras missões das mulheres, elas continuam focadas em atender com excelência a população sergipana. “É porque a mulher em si, ela é dedicada, certo? Ela é uma guerreira por natureza. Ela tem um profissionalismo de dedicação. Tem que ser esposa, mãe, e também se dedicar muito ao trabalho que ela faz. Então, isso tudo, acumula muita coisa e a gente tem que estar sempre sorrindo, dedicada ao cliente, porque eles não têm culpa do que passamos no dia a dia. Você faz a diferença. Eu me sinto a diferença do órgão, então eu quero passar isso para todos, e passo com o maior carinho. Eu gosto e me sinto realizada aqui no Detran”, assegurou.

A escrivã da Polícia Civil Lívia Cavalcante recordou que, mesmo diante da pandemia, o trabalho das instituições que formam a SSP não parou e que ela também chegou a ser vítima da doença, tendo uma história de superação e de reformulação de vida. “Trabalhar numa pandemia não foi só um desafio profissional, também foi pessoal. Comecei a trabalhar. Peguei a Covid. Cheguei a ser entubada. Foi uma experiência de vida muito grande e é uma oportunidade da gente repensar nossa vida, né? De vermos o que é essencial. E essencial é você fazer o bem. Às vezes, no dia a dia, esquecemos, entra no automático e não pensamos nisso, né? As vezes quando você está no hospital, é que isso realça. A palavra mais certa é gratidão”, pontuou, reforçando que a missão primordial é o comprometimento com a vida.

Fonte: SSP/SE

Última atualização em 8 de março de 2021 às 12:04:45.