Integrantes e coordenadores do projeto social A Escola Vai ao Batalhão de Choque estiveram reunidos com o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Marcony Cabral, na manhã desta quarta-feira (28), para agradecer pelos recursos disponibilizados pela Secretaria de Segurança Pública do Estado.

No encontro, realizado no Quartel do Comando Geral (QCG), em Aracaju, também foram apresentados os alunos do projeto que recentemente passaram no exame para a faixa preta de judô.

O idealizador e coordenador do projeto, sargento Élvio Mota, agradeceu o apoio do coronel Marcony Cabral, que percebeu a importância de investir nos jovens que vivem em vulnerabilidade social, por meio de ações focadas no esporte e nos valores sociais, morais e éticos.

“Agradeço ao nosso comandante, bem como ao secretário de segurança pública, João Eloy, pela grande contribuição com o projeto, disponibilizando um veículo, notebooks, faixas, quimonos, sem esquecer da construção da nossa tão sonhada sede, prevista para começar em fevereiro de 2023”.

Também esteve presente na visita, o superintendente do Sesi em Sergipe e parceiro do projeto, Acrizio Cruz, que destacou a importância de unir forças na tarefa de levar qualidade de vida para crianças e adolescentes de comunidades carentes.

“Estamos colhendo bons frutos porque pessoas como o coronel Marcony Cabral, sargento Elvio, entre outros, colaboram para que os jovens atendidos pelo projeto desenvolvam suas aptidões e cresçam como pessoas e cidadãos. Certamente, o Sesi não teria como abarcar o projeto sem a ajuda incondicional da Polícia Militar. Não é somente a ajuda financeira que sustenta ações como essa. A dedicação daqueles que acreditam nessa causa, a exemplo dos policiais militares que trabalham como voluntários, é essencial para fazer acontecer”, comentou o senhor Acrizio.

O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Marcony Cabral, afirmou que a Escola Vai ao Batalhão de Choque é uma causa sem fins lucrativos que, desde o início, conta com o apoio incondicional da Polícia Militar. Em seguida, ele falou da importância do projeto como porta de entrada para crianças e adolescentes e como a iniciativa pode mudar a vida de outros jovens.

“Todos os esforços realizados pelo comando da corporação, pelo secretário João Eloy e pela coordenação do Sesi têm o objetivo de contribuir com a boa formação da cidadania desses jovens. É importante lembrar que após o término do cíclo dentro do projeto, esses rapazes e moças passam a ser referências para outros. Estamos falando de prevenção primaria no âmbito da segurança pública. Certamente, o exemplo desses jovens já evitou que centenas de crianças e adolescentes fossem contaminados pela criminalidade”.

Já são quase 500 medalhas conquistadas pelos atletas assistidos pelo projeto, em competições realizadas nas esferas estadual, nacional e internacional. A jovem Daiane Gabriele, de 18 anos, faz parte dessa história.

“Eu entrei no projeto com oito anos e não tenho dúvidas que ele me ajudou bastante durante minha formação pessoal e academica. Atualmente, tenho percebido o quanto a disciplina tem feito uma grande diferença na minha rotina, na conciliação de estudos, trabalho e treinos. Entre tantos benefícios, foi por meio do projeto que eu conheci a Luta Olímpica e hoje tenho a alegria de ser campeã brasileira e campeã brasileira universitária na modalidade”, comentou a medalhista.

O projeto 

O projeto A Escola Vai ao Batalhão de Choque funciona no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças da Polícia Militar (CFAP), onde crianças, em sua maioria, carentes, recebem aulas de judô e de reforço escolar. O programa também oferece o acompanhamento de nutricionistas, psicólogos e educadores físicos, bem como, oficinas de literatura de cordel e curso de corte e costura para as mães dos alunos. É importante frisar que as atividades do projeto contam com o apoio voluntário de policiais militares com especialidades nestas áreas, e com as parcerias da Secretaria de Segurança Pública do Estado e do Sesi.

 

Última atualização em 29 de dezembro de 2022 às 08:26:18.