Instantes após uma prática criminosa ter início, os suspeitos são surpreendidos e detidos por uma equipe da Polícia Militar. Nesse processo, as câmeras de segurança são importantes aliadas na manutenção da segurança pública da capital, pois contribuem para a rápida localização exata da ocorrência e chegada dos policiais. O Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp) conta atualmente com 50 câmeras com monitoramento em tempo real, elas estão localizadas em locais de intensa movimentação na capital sergipana.

Por meio das câmeras, ações delituosas podem ser flagradas e reprimidas a qualquer hora, tanto durante o dia, quanto no período noturno. Os equipamentos estão distribuídos em áreas do Centro, Siqueira Campos, 13 de Julho e Orla de Atalaia; e têm a capacidade de fornecer imagens detalhadas de cada região, possibilitando a identificação não apenas de pessoas, mas também de placas de sinalização e de veículos nas vias.

O tenente-coronel Willian Nascimento, diretor do Ciosp, explica que as câmeras contribuem no trabalho de policiamento e que a implantação dos equipamentos, nas quatro áreas onde atualmente estão instalados, ocorreu após estudos sobre a mancha criminal, através de mapeamentos sobre os índices de ocorrências.

“As câmeras monitoradas aqui no Ciosp são úteis ao cidadão no sentido de que, quando nossos monitores visualizam a situação, a polícia aparece no local e assim atende a ocorrência, e em vários casos, sem que o cidadão precise entrar em contato. Para distribuição dos equipamentos foi feita uma análise e um planejamento estratégico. Foi elaborada uma mancha criminal através dos dados estatísticos sobre os locais onde mais ocorrem incidentes de roubos, furtos e outros delitos”, detalhou.

O diretor do Ciosp complementa que as imagens obtidas a partir das câmeras da unidade são armazenadas para utilizações que porventura se façam necessárias. O conteúdo captado pelos equipamentos auxilia em processos investigativos e reiteram ações das ocorrências, bem como as provas que sustentam possíveis inquéritos.

“As câmeras têm um sistema de gravação e armazenamos esse material geralmente por três meses. O conteúdo fica à disposição do Poder Judiciário, do Ministério Público e das autoridades policiais para que se façam as investigações”, ressaltou.

Expansão da rede

O diretor do Ciosp enfatiza ainda que, a partir dos estudos dos índices de criminalidade, constantemente realizados, e focando também no policiamento preventivo, a quantidade de câmeras distribuídas pela capital será ampliada. “Muito em breve, estimamos que em mais dois ou três meses, estaremos instalando 20 câmeras nas saídas da capital, como as saídas que dão acesso a Itaporanga D’ajuda, Barra dos Coqueiros, Nossa Senhora do Socorro, bem como a BR-235. Além desses locais, também distribuiremos nos bairros Santa Maria e Santos Dumont”, mencionou.

Parceria com o comércio

O tenente-coronel William Nascimento cita ainda que, por meio de uma parceria estabelecida com a Confederação dos Dirigentes Lojistas (CDL), em casos que demandem a intervenção da segurança pública, lojas e postos de combustíveis podem fornecer ao Ciosp o acesso às imagens que são geradas pelas câmeras instaladas nos estabelecimentos comerciais.

“Nós hoje temos um convênio com a CDL que começou primeiro com as lojas e atualmente também abrangemos os postos de combustíveis. Essas câmeras também estão disponíveis após solicitação. Diante do termo de cooperação, nos é passado o link e fazemos o monitoramento até o término da ocorrência. Em seguida, desligamos essa conexão e as empresas continuam com o acompanhamento de forma privada. Nosso principal monitoramento são as câmeras que são de propriedade do estado”, ressaltou.

Monitoramento no interior

No interior do estado, de acordo com o tenente-coronel William Nascimento, existem unidades possuem centrais de monitoramento que auxiliam o policiamento local. A partir da necessidade de reforço policial, o Ciosp pode ser demandado e através do estabelecimento de uma conexão, o acompanhamento pode ser feito da capital em auxílio às equipes de outras cidades.

“Por exemplo, nós temos o 7º Batalhão de Polícia Militar que fica em Lagarto, que possui um sistema de monitoramento no interior. Nós não monitoramos. Mas se houver uma ocorrência lá que precise ser visualizada daqui, nós mantemos contato com a unidade que pode nos passar o link e também fazermos o acompanhamento”, concluiu.

Fonte Ascom SSP

Última atualização em 22 de fevereiro de 2018 às 12:16:31.