Integrantes do Grupo de Gestão de Crises e Conflitos (GGCC) da Polícia Militar de Sergipe realizaram, na manhã desta segunda-feira, 5, mais um cumprimento de mandado de reintegração de posse de forma pacífica e sem emprego da tropa. A ação ocorreu no povoado Aningas, em São Cristóvão, na propriedade identificada por Fazenda Seriema, com a presença do GGCC, do oficial de justiça responsável pelo cumprimento e de integrantes do Movimento Sem Terra (MST) ocupantes da propriedade.

A assinatura da certidão de reintegração de posse ocorreu de forma tranquila e com ordem, uma vez que os ocupantes realizaram a desmontagem dos barracos e retiraram os pertences no prazo estabelecido pelos integrantes do GGCC para a desocupação voluntária, que foi o dia 1º de outubro.

As atividades do GGCC frente aos ocupantes da fazenda tiveram início no final do mês agosto deste ano, após a Polícia Militar receber a demanda judicial. Os policiais promoveram desde então os primeiros contatos com os ocupantes na área de modo a demonstrar a importância do cumprimento da decisão judicial e a forma de agir da Instituição em situações como essa.

“O GGCC atua com base nas regras internacionais em Direitos Humanos e nas diretrizes da Ouvidoria Agrária Nacional para Execução de Mandados Judiciais de Manutenção e Reintegração de Posse Coletiva. Além disso, os integrantes do GGCC atuam com bom senso no diálogo com os ocupantes esclarecendo que a Polícia Militar respeita os movimentos sociais e suas ações legais, mas cumpre as ordens do Poder Judiciário”, destaca o Capitão PM Marcos Rocha, coordenador do GGCC.

Na propriedade, cerca de 50 famílias com crianças e idosos juntamente com seus pertences em barracos de lona ocupavam a área. Os integrantes do MST voluntariamente desocuparam a Fazenda Seriema após deliberação do movimento e de acordo com o prazo de saída voluntária apresentada pelo Grupo de Gestão de Crises e Conflitos.

“O diálogo aberto entre Polícia Militar e ocupantes promove um cumprimento de reintegração de posse pacífico, com tranquilidade e ordem para todos os órgãos envolvidos, desenvolvendo uma relação favorável de confiabilidade entre Polícia e Comunidade”, finalizou Capitão Marcos Rocha.

Última atualização em 6 de outubro de 2015 às 01:28:05.