Tranquilidade, ordem e pacificidade são as palavras que definem o desenvolvimento da atividade do Grupo de Gestão de Crises e Conflitos (GGCC) da Polícia Militar de Sergipe junto aos ocupantes do Movimento Sem Terra na Fazenda Canjange, no município de Santo Amaro. O diálogo e as visitas técnicas realizadas pelos policiais marcaram, na manhã desta segunda-feira, 14, mais um cumprimento de reintegração de posse de forma pacífica.

A ação ocorreu na sede da propriedade, com a presença dos policiais do GGCC, do oficial de justiça responsável pelo cumprimento e do proprietário da Fazenda Canjange, tendo a assinatura do termo e certidão expedida por volta das 11h.

A desocupação voluntária dos integrantes do MST é resultado da ação dos policiais do GGCC junto aos ocupantes, que, ao longo de seis vistas técnicas, dialogaram e negociaram na tentativa do convencimento de uma solução pacífica do conflito. Os encontros fortaleceram a confiabilidade entre Polícia Militar e Movimento Social, culminando com a desocupação voluntária da propriedade e tratamento dos direitos de forma judicial por parte do MST.

Essa é a terceira vez no ano de 2016 que a Polícia Militar garante o cumprimento de mandado de reintegração de posse sem o emprego da tropa, tendo a primeira desocupação voluntária desse ano ocorrida no município de Divina Pastora, no mês de janeiro.

“O GGCC está disposto a manter sempre um diálogo aberto e favorável entre as partes, demonstrando o modo de agir da Polícia Militar, dentro da legalidade e em obediência à decisão judicial. Ressaltamos que a postura da Instituição é evitar o confronto e a presença da tropa especializada em ações como essas”, destacou a tenente Belisa Franca, integrante do GGCC.

As negociações com os ocupantes da propriedade iniciaram em dezembro de 2015, quando os integrantes do GGCC realizaram a primeira visita técnica, promovendo a abertura do diálogo no intuito de apresentar a importância do cumprimento de uma determinação judicial e também na tentativa do convencimento da saída voluntária dos ocupantes.

Na propriedade, cerca de 40 famílias ocupavam a área, juntamente com seus pertences em barracos de lona, sendo que havia muitas crianças e idosos. Os ocupantes deixaram a Fazenda Canjange após deliberação do movimento e já com prazo de saída voluntária vencido, segundo o Grupo de Gestão de Crises e Conflitos.

Última atualização em 15 de março de 2016 às 12:15:48.