A Polícia Militar do Estado de Sergipe, através do Pelotão de Polícia Ambiental (PPAmb), flagrou duas modalidades de crime ambiental em Nossa Senhora do Socorro, na quinta-feira, 16. Por volta das 15h, no conjunto João Alves Filho, na Avenida J, a guarnição Arara 02, composta pelo cabo Sérvulo e os soldados H. Oliveira e Rejane, observou certa quantidade de passarinhos expostos na varanda de um pequeno comércio.

De imediato, a equipe desembarcou da viatura e solicitou ao proprietário a documentação exigida pela lei para a criação das aves em cativeiro, frisando que eram oito pássaros silvestres. Na abordagem, a guarnição visualizou que no fundo da loja existia uma grande quantidade de material estocada, que os policiais logo identificaram como sendo carvão vegetal.

Durante uma revista mais detalhada, a guarnição contabilizou 150 sacos do produto, notando que uma parte dele estava armazenada em sacos de nylon, o que, segundo a legislação, é proibido, pois impede que identifiquem rapidamente que tipo de madeira deu origem ao carvão. Também observaram que a outra parte do carvão estava acondicionada em sacos costurados em fábrica, conforme prevê a legislação, mas, mesmo assim, omitia dados do fabricante, como CNPJ, e não especificava a origem da madeira.

Diante das irregularidades, foi solicitado o Documento de Origem Florestal (DOF) do carvão e, como não foi apresentado, o proprietário da loja, um senhor de 65 anos, foi conduzido à Delegacia Plantonista, juntamente com as oito aves, onde assinou um Termo Circunstanciado. O comerciante responderá pelos dois crimes ambientais.

Última atualização em 17 de julho de 2015 às 12:46:55.