A operação foi realizada com a integração entre a PM e a PRF e um efetivo de 50 policiais

A manhã desta quarta-feira, dia 24, representou um marco importante para a Polícia Militar no tocante à mediação e resolução de conflitos urbanos e agrários no Estado de Sergipe. O Grupo de Gestão de Crises e Conflitos (GGCC) da Polícia Militar do Estado de Sergipe (PM/SE) atuou no planejamento da operação da Energisa que contou com a integração da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para conclusão do caso.

A ação, que aconteceu às margens da BR 235, próximo ao antigo Frigorífico de Sergipe, área onde também existe a Ocupação Nova Liberdade 3, teve como objetivo o encerramento de ligações irregulares e o recolhimento de fios que impediam o fornecimento de energia estável aos galpões de uma empresa particular que funciona nas imediações.

Após demanda judicial, a PM prestou o apoio policial a Energisa, totalizando um efetivo de 50 policiais envolvidos na operação com a integração realizada com a PRF, a fim de garantir a integridade física dos envolvidos e a manutenção da fluidez do tráfego na rodovia federal. A PM também mediou o acesso de uma comissão formada pelos moradores da comunidade ao Gabinete do Governo do Estado, para que as famílias pudessem apresentar ao executivo suas pautas e reinvindicações.

No início da ação, o GGCC iniciou o diálogo com as famílias impactadas e com os representantes da associação de moradores que coordena a ocupação, com o objetivo de garantir o cumprimento pacífico da ordem judicial e tratar sobre a possibilidade de regularização e legalização do fornecimento de energia às famílias. A ação foi concluída por volta das 12h sem que houvesse obstrução da via, uso de materiais inflamáveis e necessidade do emprego da força policial.

“O dia de hoje foi inédito na trajetória de Gestão de conflitos da Polícia Militar. Na área mais de 700 famílias habitam no local, com demandas que poderiam ser pauta de um possível confronto e em momento algum houve a necessidade do emprego da tropa. Durante toda a ação, o respeito esteve presente”, destaca capitã Belisa Melo, coordenadora do GGCC.

A Polícia Militar também mediou o acesso de uma comissão formada pelos moradores da comunidade junto Gabinete do Governo do Estado, para que as famílias pudessem apresentar ao executivo suas pautas e reinvindicações.

“O GGCC se dispõe em buscar soluções paras as partes envolvidas, orienta o público que demanda sua atenção e trata as questões judiciais de modo imparcial. O diálogo mais uma vez prevaleceu. O bom senso e a responsabilidade de todos os envolvidos garantiram o êxito da ação”, finaliza capitã Belisa Melo.

Fonte: Ascom/SSP

Última atualização em 26 de fevereiro de 2021 às 08:22:26.